Servatis servandis
Neste blog quero expor pensamentos reformados sobre a fé cristã, dando ênfase a visão de Calvino e outros, sobre diversos temas.
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Páscoa Cristã
A verdadeira páscoa
Êxodo 12:11
Como em todas datas comemorativas do ano, a Páscoa se tornou uma época lucrativa para os comerciantes de todo país. Brinquedos, doces, chocolates e passeios turísticos animam tanto vendedores, quanto consumidores. A representação para muitos da Páscoa não passa de um coelho que esconde seus ovos de chocolate para que as crianças, numa brincadeira divertida, encontre-os. Para outros mais adeptos a fé cristã, é dia de lembrar-se da morte de Jesus e resguardar-se de certos negócios, ou tipos de alimentos, valendo-se do uso do peixe nas refeições. Mas o que é realmente páscoa? Qual o seu significado? Como viver a verdadeira páscoa? O que ela significa pra mim? Procuraremos esclarecer algumas dúvidas concernente ao assunto.
Israel vivia no Egito assolado por Faraó e seus conservos, sofrendo torturas, trabalho escravo e sendo confrontados pelos deuses pagãos. Deus levanta Moisés no deserto para guiar os filhos de Israel até a cidade prometida. Embora Moisés tendo pregado e mostrado ao Faraó as maravilhas de Deus, este tinha o coração endurecido para não deixar o povo partir. Deus envia-lhe nove pragas, mas Faraó não obedece. Deus anuncia a Moisés a décima praga, instruindo Ele para que Moisés ensine ao povo como se proteger da ira de Deus que desceria sobre o Egito.
Deveriam pegar um cordeiro (ovelha ou cabrito) sem defeito; matar ao entardecer; tomar o sangue do cordeiro e tingir os umbrais das portas de suas casas; semelhantemente comer a carne do cordeiro assado com pães sem fermento e ervas amargas; comer as pressas com roupas confortáveis e sandálias nos pés, prontos para partir. Este ritual era a Páscoa do Senhor. Naquela mesma noite Deus enviou o Anjo da Morte e matou todo primogênito do povo egípcio, mas ao povo de Israel,
cujas postas estavam aspergidas com sangue do cordeiro, nesta casa o Anjo não entrou. Este é o significado da Páscoa para o povo judeu daquela época, ou seja, “proteção,” “guardar,” “poupar”, uma vez que "Páscoa" se deriva do verbo pasah, "passar por cima," ou como muitos queiram dizer: passagem.
Hoje, em pleno século XXI qual o significado da Páscoa para nós? A Páscoa do livro do Êxodo, não é um acontecimento isolado, mas foi uma tipificação da morte de Cristo na cruz do calvário. O Egito hoje representa o mundo de pecado em que as pessoas se encontram; o cordeiro sem defeito simboliza Jesus Cristo, home que jamais pecou; o sangue nos umbrais das portas representa a Palavra recebida por fé nos corações daqueles que crêem em Jesus como o Salvador de suas vidas. Assim a verdadeira Páscoa vivida, deve ser um reconhecimento daquilo que Cristo fez na cruz por todo aquele que lavar os seus corações no sangue do Cordeiro. A estes Deus deu o direito de serem chamados, filhos de Deus.
Sem. Amóis Alves
Uma Reflexão João 10:4
As ovelhas e seu Pastor
Não é de admirar a facilidade com que muitas pessoas deixam os caminhos do Senhor por coisas tão banais desta vida. Na realidade, elas não deixam, por que nunca andaram por tal Caminho. São ovelhas sem pastor, buscando usufruir de campos verdes, pertencentes a outro rebanho, a outro Pastor, mas sem propósito de obediência ou submissão a autoridade do mesmo.
Muitos crentes hoje estão imaginando buscar a Cristo como sendo a ultima tentativa para a solução dos seus problemas. Ultima porque já tentara de diversas formas em vão. Chegam-se com promessas tolas, ofertas vazias, corações orgulhosos, tentando barganhar as bênçãos do Senhor com sacrifícios desagradáveis. O objetivo deles não é seguir a Jesus, mas usufruir do que Ele pode dar. Contudo, nas primeiras exigências por aperfeiçoamento cristão pela Palavra, eles fogem da igreja, murmuram e blasfemam contra Deus, por que seus corações nunca foram, de fato, convertidos. Alguns dos que seguiam Jesus agiram desta mesma forma. Alegaram que Ele tinha um discurso muito duro (João 6:60). Aceitavam os pastos verdes, mas não aceitavam a vara do Pastor.
Por outro lado há aquelas ovelhas que ouvem o doce chamado do Pastor. Elas não se assustam com seu jeito de falar, pois a estas ele se faz compreensível (João 10:4). Suas palavras não lhe são palavras duras, mas como um noivo convidando pra ir a uma festa, a um banquete, onde Ele lhe dará alimento que jamais sentirão fome (João 6:35). Estas ovelhas seguem-lhe por que conhecem a sua voz e Ele as chama pelo nome.
Pelo exposto, identificamos dois tipos de ovelhas. O primeiro não faz parte do rebanho do Senhor, não conseguem ouvir a sua voz e não desejam obedecer as Sagradas Escrituras. Estão apenas atrás das bênçãos do Senhor. O segundo é o Rebanho deste Pastor. Estas ovelhas ouvem claramente sua voz e o seguem, pois Ele as chama pelo nome (João 10:3) e elas almejam obedecê-Lo. Concluímos questionando a própria consciência: De qual rebanho eu faço parte?
Sem. Amóis Alves
Evangelho ou "outro evangelho"
"Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? Mateus 7:22"
Olá queridos.
Nos últimos dias temos visto isto acontecer assombrosamente. Homens que promovem movimentos em nome de um Deus que não condiz com o que está na Bíblia. Os motivos são totalmente diferentes, distanciando o ouvinte da verdadeira pregação. Será que isto que temos visto é o verdadeiro evangelho de Cristo? Será que "a mão de Deus está realmente ali?". A verdade é que nos últimos dias surgirão falsos profetas, que apostatarão da fé, fazendo maravilhas que se possível enganariam até os escolhidos, se possível.
As verdadeiras marcas de que Cristo está no meio do seu povo não é por meio de movimentos místicos ou por manifestações de curas físicas, mas pela fiel pregação do evangelho. A ênfase que é dada nesta pregação, consequentemente nestas igrejas, não é os milagres de Cristo, mas o Cristo dos milagres.
"Por outro lado, confessamos que consideramos nosso dever ter cuidado com os falsos mestres, cujo objetivo é desviar as mentes dos homens da adoração verdadeira de Deus, e levá-los a pôr sua confiança na criatura, ao se apartarem das boas obras do Evangelho, e colocarem sua atenção nas invenções dos homens."
Confissão de Fé Valdense de 1544
O verdadeiro mestre, o verdadeiro profeta ele se preocupa com a sua igreja, é como aquele pastor que escolhe os melhores pastos para alimento de suas ovelhas. Assim é o Pastor chamado por Deus, ele alimenta as suas ovelhas com a Palavra, pão da vida, fonte inesgotável, que emana do Senhor Deus. Logo não engana as suas ovelhas com produtos de invenções humanas, usando seus púlpitos para trazerem pregações ralas,como se fossem alimentos enlatados, cheios de nutrientes que incham o ego humano, mas não lhes curam o coração. Este quando ver vir o lobo, foge e deixa suas ovelhas a mercer do Destruídor. A esse tipo de pregador, nós devemos nos abster e orientar aqueles que estão iniciando na fé a distingui-los.
CREIO
Olá queridos! Que a Graça abundantemente de Deus esteja convosco continuamente. Gostaria de trazer neste momento um pouco de reflexão sobre o uso dos Credos e sua importância na igreja. Confessa-se diante da juramento diante da Bandeira Nacional, diante de uma tribuna judicial, mas quando se trata de confessar ao Senhor, expondo a fé e aquilo em que cremos, somos os primeiros a ridicularizar essa atitude como arcaica e desnecessária. Costumamos, até por preconceito, repudiar muita coisa da Igreja Romana, esquecendo-nos que em muitas ela permaneceu fiel. Outra é que nos abstemos, causando divisão daquilo que tem fundamento histórico e bíblico. Veremos a seguir alguns simples conceitos de formação e uso dos credos.
Credo Apostólico
1. Creio em Deus Pai , Todo-Poderoso, Criador do céu e da terra;
2. e em Jesus Cristo , seu único Filho, nosso Senhor;
3. que foi concebido pelo Espírito Santo, nasceu da virgem Maria;
4. padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado, desceu ao reino
dos mortos;
5. no terceiro dia ressurgiu dos mortos;
6. subiu ao céu e está sentado à direita de Deus Pai Todo-Poderoso;
7. donde há de vir a julgar os vivos e os mortos.
8. Creio no Espírito Santo;
9. na santa igreja universal de Cristo, a comunhão dos santos;
10. na remissão dos pecados;
11. na ressurreição da carne
12. e na vida eterna. Amém.
O uso do Credo Apostólico
É essencial que os crentes entendam a necessidade de confessar a sua fé (Mt 10:32; Rm 10:9). Confessamos a nossa fé no batismo, na Ceia do Senhor, ao testificar aos incrédulos, ao dar bom testemunho na vida pública e privada, e ao recitar o Credo no culto de adoração. Toda confissão pública da fé deve ser feita com sinceridade, e deve vir acompanhada de uma vida de compromisso com os valores do reino de Deus.
Até aqui todos estamos de acordo, mas ocorre que na América Latina algumas igrejas evangélicas não dão muito valor ao Credo Apostólico. Não se interessam em estuda-lo, nem em confessar a sua fé através dele. Esta atitude surge de três erros. Primeiro, as pessoas se enganam ao identificar o Credo com a Igreja Católica Romana, crendo que é um documento inventado por ela. Segundo, como a Igreja Católica Romana tem a prática de conferir autoridade divina a muitos de suas tradições, então, se teme que ela conceda tanta importância ao Credo dos apóstolos, que se lhe estime na mesma altura que a Bíblia. Terceiro, uma boa parte da igreja evangélica carece de consciência histórica. Se existe algum interesse pelo passado, este se concentra no período da Igreja primitiva, a qual se pretende chegar passando por toda a história que media entre nós e a Igreja do livro de Atos.
Esta falta de interesse pode ser superado se considerarmos que ao usar o Credo, o fazemos junto com a Igreja “universal” ao longo de toda a sua história. A Igreja vem usando, quase desde o seu começo, muito antes que existisse o romanismo que teve a sua origem com o papado. Mas, este estudo provará que o Credo não é mais do que um resumo do que a Bíblia ensina. Ainda que não seja errado que uma denominação conceda a um credo caráter de autoridade, com todos os demais cristãos sabemos que somente a Bíblia possui autoridade final e divina. O Credo está subordinado a Palavra de Deus. Então, é importante que os crentes percebam o quanto o Credo provê um maravilhoso recurso para confessar os pontos principais de sua fé.
Os nomes do Credo
Por ser a confissão de fé mais popular do Cristianismo, tem-se chamado simplesmente “o Credo”. A palavra Credo é realmente o verbo com o qual começa o Credo Apostólico no latim, o qual declara: Credo in Deum Patrem . No português a mesma oração se repete: Creio em Deus Pai. Assim que o termo Credo significa apenas Creio , ou seja, “eu creio”, eu confesso a minha fé de forma pública (cf. 2 Co 4:13). Daí, um credo que não é outra coisa que uma forma de se confessar as nossas crenças básicas (Mt 10:32; Rm 10:8-10).
É chamado de “Símbolo Apostólico”. Este nome foi dado quando as heresias começaram a minar a Igreja. A palavra Símbolo vem do grego, e significa: “marca distintiva, santo e sinal”. O Símbolo Apostólico se converte numa marca da doutrina apostólica e, portanto, a marca do cristão e da Igreja verdadeira. Rufino (falecido em 410 d.C.) disse que o Credo foi dado como uma marca contra os falsos apóstolos, e acrescenta: “assim, os apóstolos prescreveram esta fórmula como sinal e penhor pelo qual reconhecer quem realmente prega verdadeiramente a Cristo, segundo a regra apostólica.”
Também recebeu o nome de “os doze artigos de fé”. A divisão em 12 artigos obedece à lenda de que cada um dos 12 apóstolos escreveu um artigo. Todavia, é mais apropriado esquecer deste título e dividir o Credo em três partes, segundo a sua ordem trinitária.
Além do mais, lhe é concedido o qualificativo de “Apostólico”. Foi Rufino (cerca de 307-309 d.C.) o primeiro a transmitir por escrito a lenda de que, no dia anterior à partida para pregar a todas as nações, os apóstolos colocaram-se em comum acordo quanto à norma de sua pregação. E foi assim que inspirados pelo Espírito compuseram o Credo. Mas adiante Ambrósio (bispo de Milão, 340-397 d.C.) afirmou que o número de 12 artigos obedece ao número dos apóstolos. Finalmente, no século VI um sermão de Pseudo-Agostinho termina afirmando que a cada apóstolo correspondeu escrever um artigo. Esta lenda deve ser rejeitada. O Credo não é apostólico porque foi escrito pelos apóstolos, mas por ser a sua doutrina.
A origem do Credo Apostólico?
As regras de fé ou confissões não são uma novidade inventada pela Igreja Católica Romana, ou no período moderno. Os judeus usavam Deuteronômio 6:4-9 como a sua confissão de fé, e a influência deste credo (que eles chamavam o shema ), reflete claramente no Novo Testamento (cf. Rm 3:30; 1 Co 8:4-6; Gl 3:20; Ef 4:6; 1 Tm 2:5; 3:16; 2 Tm 2:8; 1 Pe 1:21; 3:18,22). O Novo Testamento também nos entrega uma lista de pessoas que confessaram a sua fé: João Batista (Jo 1:29, 34), Natanael (Jo 1:49), os samaritanos (Jo 4:42), os discípulos (Jo 6:14,69; cf. Mt 14:33), Marta (Jo 11:27), Tomé (Jo 20:28). Todavia, a confissão mais conhecida foi a que Pedro formulou quando declarou que Jesus era “ o Cristo, o Filho do Deus vivo ” (Mt 16:16).
Por dois motivos se fez necessário o surgimento do Credo. Primeiro, a expansão missionária da Igreja, fez obrigatório o surgimento de uma declaração de fé básica para instruir aos candidatos ao batismo (Mt 28:19). Segundo, a heresia obrigou a Igreja de definir claramente a sua fé. A expansão da fé cristã colocou a Igreja em contato com muitas culturas e filosofias pagãs que ameaçavam introduzir-se no meio do povo de Deus. Por isto, desde o principio percebeu-se a importância de preservar e confessar o ensinamento dos apóstolos, o que a igreja antiga fez por meio de confissões e credos. O perigo é denunciado claramente em Hb 4:14; 10:23; 1 Jo 2:22-23; 4:1-6,15; 5:1,5 onde se reafirma e exige confessar a fé, ante o confronto com a heresia e/ou a perseguição.
Não sabemos quem ou que pessoas escreveram o Credo Apostólico, mas não há dúvida de que a sua origem remonta a tempos antiqüíssimos. Por exemplo, tão antigo como o ano 107 d.C., Inácio (bispo de Antioquia) expunha a doutrina verdadeira contra a heresia docética (veja mais a frente sobre a forma trinitária do Credo). E para expor a regra de fé da Igreja usou as seguintes palavras:
De maneira que, sejam surdos quando alguém vos fale sem Jesus Cristo,
o qual foi da linhagem de Davi,
de Maria,
quem verdadeiramente nasceu,
comeu como também bebeu,
foi verdadeiramente perseguido sob Pôncio Pilatos,
foi verdadeiramente crucificado e morreu tendo por testemunhas os céus, a terra e o que há sob a terra;
quem também verdadeiramente ressuscitou dos mortos, quando o seu Pai o levantou.
Seu Pai, a sua semelhança, a nós os que nele cremos, nos ressuscitará da mesma forma em Cristo Jesus, sem o qual não temos vida verdadeira.”
(Carta aos Tralianos, ix.1-2)
Justino (cerca de 100-165 d.C.) outro mártir antigo, disse em sua Apologia (I.61.10 ss ) que entre os cristãos no batismo se pronuncia “...em nome do Pai do universo e Deus soberano... em nome de Jesus Cristo, que foi crucificado sob Pôncio Pilatos, e em nome do Espírito Santo.” Também Irineu (bispo de Lyon, cerca de 175-195 d.C.) disse em sua obra Adversus haereses (I.x.1-2) que:
“A Igreja... recebeu dos apóstolos e seus discípulos
a fé em um Deus, Pai todo-poderoso, criador do céu e da terra...
e em um Espírito Santo, o qual através dos profetas proclamou...
e no nascimento virginal,
a paixão,
e a ressurreição de entre os mortos,
e a ascensão em carne ao céu do amado Cristo Jesus, nosso Senhor,
e seu retorno do céu na glória do Pai, para recapitular toda as coisas em um
e ressuscitar toda a carne de toda a raça humana.”
Estas são amostras de que a linguagem do Credo estava na boca da Igreja desde os tempos antigos. Homens como Irineu (cerca 175-195 d.C.), Tertuliano (cerca 160-215 d.C.) conheceram o Credo, afirmando que procedia do tempo apostólico. Isto é confirmado pelas versões do Credo que podem ser vistos nos escritos de Inácio (morto cerca de 98-115 d.C.), Justino (cerca 100-165 d.C.), Hipólito (cerca 215 d.C.), Cipriano de Cartago (250 d.C.), Novatiano de Roma (250 d.C.), Orígenes (185-254 d.C.) e Agostinho (400 d.C.). O Credo de Nicéia (325 d.C.) nada mais é do que uma elaboração mais detalhada do Credo Apostólico.
O conteúdo do Credo é inspirado diretamente na doutrina apostólica. Uma comparação entre os textos da Escritura demonstrará que a dependência chega a escolher até mesmo as palavras. Que a linguagem do Credo estava na boca da Igreja primitiva é possível perceber claramente pelos textos de Rm 1:3-4; 8:34; 1 Co 15:1-4. De fato, a confissão da Igreja era simplesmente a pregação da Igreja (cf. At 2:22-36; 3:15; 4:10; 5:30-31; 9:20; 10:36,39-40; 17:2-3,31; 18:5,28; 26:23). Por isto, tem suficiente direito de ser chamado Apostólico. Calvino não se preocupava em saber quem era o seu autor. Para ele o importante era que: “o mais importante que devemos saber é que nele se encontra resumida e de modo claro toda a história de nossa fé e que nada contêm nele que não se possa confirmar com sólidos e firmes testemunhos da Escritura” (Institutas, II.xvi.18).
O texto do Credo Apostólico
As cópias mais antigas que possuímos são de Rufino (em latim 390 d.C.), e a de Marcelo (em grego, 341 d.C.). Estas duas versões são mais breves que o Credo que conhecemos hoje. Falemos primeiro do texto de Marcelo, que foi o bispo de Ancira (capital da Galácia). Aproximadamente nos anos 337-341 d.C., Marcelo escreveu uma carta ao bispo Júlio I, com o fim de provar-lhe a sua ortodoxia. É com esta finalidade que inclui nela o que é a versão mais antiga do Credo Apostólico. Toda a carta está em grego, sendo que nesse tempo era a língua oficial da igreja. O Credo de Marcelo é claramente trinitário. Todavia, a parte cristológica é muito mais ampla que a referente ao Pai e ao Espírito. A estes três artigos trinitários básicos, Marcelo lhes acrescenta outros. O texto mais breve de Marcelo diz assim:
Creio em Deus todo-poderoso
E em Cristo Jesus, seu único Filho, nosso Senhor,
Concebido pelo Espírito Santo e Maria virgem,
Crucificado sob Pôncio Pilatos, e sepultado,
E ao terceiro dia ressuscitou dos mortos,
Subiu ao céu e está sentado a destra do Pai,
De onde virá para julgar aos vivos e mortos;
E no Espírito Santo,
Una Igreja santa,
O perdão dos pecados,
A ressurreição do corpo,
A vida eterna.”
A forma Trinitária do Credo
Foi o Concílio de Nicéia (325 d.C.) que formulou uma posição conclusiva do dogma da Trindade. E ainda que o Credo Apostólico não entra na discussão de forma detalhada quanto a cada pessoa da Trindade, confessa a fé em um Deus Trino. O Credo está claramente dividido em três partes: O Pai e a nossa criação, o Filho e a nossa redenção, o Espírito Santo e a nossa santificação. Assim, tem se dividido o seu conteúdo em 12 artigos. Deve ser notado que a parte referida ao Filho é a mais detalhada. A metade de seus 12 artigos está dedicada ao Filho e sua obra da redenção. Tal é a importância de Jesus na teologia cristã como o centro de nossa salvação. A primeira vista, pareceria que a seção que fala do Espírito Santo foi a menos informativa, mas a verdade é que a Igreja é vista em íntima relação com a obra do Espírito.
Desde o tempo apostólico, a Igreja teve que lidar com falsas doutrinas, percebendo que era urgente produzir uma declaração de fé que reprimisse o desenvolvimento das falsas doutrinas, especialmente no que concerne a Santíssima Trindade. Por exemplo, houve um movimento chamado arianismo (cerca 318-381 d.C.), que afirmou que o Filho não era Deus, mas que havia sido criado pelo Pai. Outra seita também pregava que o Filho não era Deus, mas que era uma espécie de emanação procedente da divindade. Assim, criam que todo o mal se encontrava no mundo material, enquanto que tudo o que era bom e belo estava no mundo espiritual. Seguindo esta linha de pensamento, concluíram que o Filho de Deus não poderia fazer-se homem, porque isto lhe exigiria assumir um corpo material mal. Isto os levou a dizer que o Filho teve um corpo que somente parecia ser um corpo físico, mas que na realidade não era (docetismo), e disseram que o Filho possuiu um homem comum chamado Jesus em seu batismo e depois o abandonou antes de sua crucificação. João teve que enfrentar estas idéias (1 Jo 4:1-6,15). Foi por isto que o Credo teve que formular a sua doutrina com base na estrutura trinitária.
Extraído do site: http://www.monergismo.com/
Extraído do livro de Humberto Casanova e Jeff Stam, El Credo Apostólico (Grand Rapids, Libros Desafio, 1998), pp. 14-22.
Tradução livre:
Rev. Ewerton B.Tokashiki
revtokashiki@hotmail.com
Pastor da Igreja Presbiteriana de Cerejeiras – RO.
Prof. de Teologia Sistemática no SPBC – extensão Ji-Paraná
revtokashiki@hotmail.com
Pastor da Igreja Presbiteriana de Cerejeiras – RO.
Prof. de Teologia Sistemática no SPBC – extensão Ji-Paraná
2ª Marca de uma igreja saudável:
Teologia Bíblica
Mark Dever
A pregação expositiva é importante para a saúde de uma igreja. Entretanto, todo método, por melhor que seja, está sujeito a abuso e, portanto deve estar aberto a ser testado. Em nossas igrejas, deveríamos nos preocupar não só em como somos ensinados, mas com o que somos ensinados. Deveríamos apreciar o caráter são, particularmente em nossa compreensão do Deus bíblico e dos seus caminhos para conosco.
"Sanidade" é uma palavra antiquada. Nas cartas pastorais de Paulo a Timóteo e a Tito, "são" significa confiável, preciso ou fiel. Em sua raiz etimológica é uma figura do mundo médico que significa inteiro ou saudável. Lemos em 1 Timóteo 1 que a sã doutrina é amoldada pelo evangelho e que ela se opõe à impiedade e ao pecado. Ainda mais claramente, em 1 Timóteo 6:3, Paulo contrasta as "falsas doutrinas" com as "sãs palavras de nosso Senhor Jesus Cristo e. . . o ensino segundo a piedade". Assim, na sua segunda carta a Timóteo, Paulo exorta Timóteo a manter “o padrão das sãs palavras que de mim ouviste” (II Timóteo 1:13). Paulo adverte Timóteo de que "haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos” (II Timóteo 4:3).
"Se nós fôssemos expor aqui tudo o que constitui sã doutrina, teríamos que reproduzir a Bíblia inteira."
Quando Paulo escreveu a outro jovem pastor – Tito - ele tinha preocupações semelhantes. Quem quer que Tito designasse como um presbítero, diz Paulo, teria que ser “apegado à palavra fiel, que é segundo a doutrina, de modo que tenha poder tanto para exortar pelo reto ensino como para convencer os que o contradizem” (Tito 1:9). Paulo insta Tito a reprovar falsos mestres “para que sejam sadios na fé” (Tito 1:13). E também ordena a Tito: "Tu, porém, fala o que convém à sã doutrina" (Tito 2:1).
Se nós fôssemos expor aqui tudo o que constitui sã doutrina, teríamos que reproduzir a Bíblia inteira. Mas, na prática, toda igreja decide quais são os assuntos em que precisa haver total acordo, quais admitem limitada discordância, e em quais pode haver total liberdade.
Na igreja em que ministro, em Washington DC, nós definimos que qualquer pessoa que deseje ser membro deve acreditar na salvação pela obra de Jesus Cristo apenas. Também confessamos as mesmas (ou bastante parecidas) convicções quanto ao batismo do crente e ao governo da igreja. Uniformidade nestes dois pontos não é essencial à salvação, mas acordo neles é útil na prática e saudável para a vida da igreja.
"Para que possamos aprender a sã doutrina da Bíblia, nós precisamos encarar doutrinas que podem ser difíceis, ou até mesmo potencialmente divisionistas, mas que são fundamentais para compreendermos o trabalho de Deus entre nós."
Pode-se permitir alguma discordância sobre assuntos que não parecem ser necessários à salvação, nem à vida prática da igreja. Assim, por exemplo, apesar de todos nós concordamos que Cristo voltará, não ficamos surpresos ao perceber que há discordância entre nós quanto ao momento certo do Seu retorno. Pode-se desfrutar de total liberdade em assuntos ainda menos centrais ou de pouca clareza, como a validade da resistência armada, ou a autoria do livro de Hebreus.
Em tudo isso, o princípio deve estar claro: quanto mais próximos chegarmos ao coração da nossa fé, mais devemos esperar ver nossa unidade expressa em um entendimento compartilhado dessa fé. A igreja primitiva colocou este princípio da seguinte forma: no essencial, unidade; no não essencial, diversidade; e em tudo amor.
O ensino saudável inclui um compromisso claro com doutrinas freqüentemente negligenciadas, porém claramente bíblicas. Para que possamos aprender a sã doutrina da Bíblia, nós precisamos encarar doutrinas que podem ser difíceis, ou até mesmo potencialmente divisionistas, mas que são fundamentais para compreendermos o trabalho de Deus entre nós. Por exemplo, a doutrina bíblica da eleição é freqüentemente evitada por ser considerada muito complexa, ou muito confusa. Seja como for, é inegável que esta doutrina é bíblica, e que é importante. Enquanto possa ter implicações que nós não entendemos plenamente, não é algo pequeno considerar que nossa salvação no final das contas procede de Deus em vez de nós mesmos. Outras perguntas importantes cujas respostas bíblicas também vêm sendo negligenciadas:
• Pessoas são basicamente ruins ou boas? Elas precisam tão somente de encorajamento e de um aumento de auto-estima, ou elas precisam de perdão e nova vida?
• O que Jesus Cristo fez morrendo na cruz? Ele tornou possível uma opção, ou Ele foi nosso substituto?
• O que acontece quando alguém se torna um cristão?
• Se nós somos cristãos, podemos estar seguros de que Deus continuará cuidando de nós? Neste caso, o Seu cuidado contínuo baseia-se em nossa fidelidade, ou na dEle?
Todas estas perguntas não são simplesmente questões para teólogos eruditos ou para jovens estudantes de seminário. Elas são importantes para todo cristão. Aqueles de nós que são pastores sabem quão diferentemente nós pastorearíamos nosso povo se nossa resposta a qualquer uma destas perguntas fosse alterada. Fidelidade às Escrituras exige que nós falemos sobre estes assuntos com clareza e autoridade.
"Designar como líder uma pessoa que duvida da soberania de Deus ou que entende mal o ensino bíblico sobre esses assuntos é colocar como exemplo uma pessoa que pode estar muito pouco disposta a confiar em Deus."
Nosso entendimento do que a Bíblia ensina a respeito de Deus é crucial. O Deus Bíblico é Criador e Senhor; e ainda assim Sua soberania às vezes é negada até mesmo dentro da igreja. Cristãos confessos que resistem à idéia da soberania de Deus na criação ou na salvação estão, na verdade, brincando com um paganismo piedoso. Muitos cristãos têm questionamentos honestos sobre a soberania de Deus, mas uma negação contínua, tenaz, da soberania de Deus deveria nos deixar preocupados. Batizar uma pessoa assim, pode significar o batismo de um coração que ainda é de algum modo incrédulo. Admitir tal pessoa na membresia significa tratá-la como se ela confiasse em Deus, quando na verdade ela não confia.
Por mais perigosa que tal resistência seja em um cristão qualquer, ela é ainda mais perigosa no líder de uma congregação. Designar como líder uma pessoa que duvida da soberania de Deus ou que entende mal o ensino bíblico sobre esses assuntos é colocar como exemplo uma pessoa que pode estar muito pouco disposta a confiar em Deus. Tal indicação está fadada a ser um forte obstáculo para a igreja.
Atualmente a nossa cultura freqüentemente nos encoraja a transformarmos o evangelismo em propaganda e explica a obra do Espírito em termos de marketing. O próprio Deus às vezes é moldado à imagem do homem. Em tempos assim, uma igreja saudável deve ter um cuidado especial em orar por líderes que tenham uma compreensão bíblica e experimental da soberania de Deus e um compromisso com a sã doutrina, em sua absoluta glória bíblica. Uma igreja saudável é marcada pela pregação expositiva e por uma teologia bíblica.
Fonte: Extraído do site http://www.bomcaminho.com/
Extraído do livreto disponível online: 9 Marks of a Healthy Church (Booklet)
Tradução: centurio
Fale conosco: mail@bomcaminho.com.
Extraído do livreto disponível online: 9 Marks of a Healthy Church (Booklet)
Tradução: centurio
Fale conosco: mail@bomcaminho.com.
Pregações ou Psicologia barata!
Quando lemos sobre os reformadores, não encontramos apenas transformações históricas relacionado a Igreja, mas encontramos homens de Deus que deram o seu melhor em tudo que faziam. Suas pregações não eram como nós nos deparamos hoje, que se constrói na maioria das vezes não se aproveita 5 minutos substanciais.
Nas marcas de uma igreja saudável, sem dúvida encontraremos A PREGAÇÃO EXPOSITIVA das Escrituras, coisa desconhecida nos dias atuais, já que o discurso sem prática visível não atrai e faz tantos feitos nas mentes das pessoas como o simples fato de ouvir Deus falar por meio da Pregação. O que diria Jonathan Edwards se vivesse nos dias atuais, será que seu sermão teria o mesmo efeito que teve quando ele pregou sua famosa pregação (Pecadores nas mãos de um Deus irado) na cidade de Jersey - EUA? Sem dúvida o efeito que ele alcançou não foi por méritos próprios, mas pelo Espírito Santo, contudo as pessoas recebiam a Palavra pregada.
Hoje as pessoas não querem esse tipo de mensagem, que lhes faz ficar muito tempo sentados sem que algo aconteça visivelmente. Querem sim, fartar-se de rituais místicos e palavras agradáveis que massagea seu ego, ouvindo aquilo que elas querem ouvir, que não estão erradas, que não são desprezíveis pecadores e que só precisam de Deus como provedor de bens concretos. ah! esse tipo de mensagem enche os galpões, armazéns, grandes espaços, pois até o contexto de igreja já não lhes cabe. Será que não é isto que temos preservado em nossas igrejas, em nossos cultos ultimamente? Será que isto não nos tem envaidecido ao vermos outras fazerem? Que o Senhor Todo-Poderoso nos perdoe e use de sua rica misericórdia.
Continuaremos...
Nas marcas de uma igreja saudável, sem dúvida encontraremos A PREGAÇÃO EXPOSITIVA das Escrituras, coisa desconhecida nos dias atuais, já que o discurso sem prática visível não atrai e faz tantos feitos nas mentes das pessoas como o simples fato de ouvir Deus falar por meio da Pregação. O que diria Jonathan Edwards se vivesse nos dias atuais, será que seu sermão teria o mesmo efeito que teve quando ele pregou sua famosa pregação (Pecadores nas mãos de um Deus irado) na cidade de Jersey - EUA? Sem dúvida o efeito que ele alcançou não foi por méritos próprios, mas pelo Espírito Santo, contudo as pessoas recebiam a Palavra pregada.
Hoje as pessoas não querem esse tipo de mensagem, que lhes faz ficar muito tempo sentados sem que algo aconteça visivelmente. Querem sim, fartar-se de rituais místicos e palavras agradáveis que massagea seu ego, ouvindo aquilo que elas querem ouvir, que não estão erradas, que não são desprezíveis pecadores e que só precisam de Deus como provedor de bens concretos. ah! esse tipo de mensagem enche os galpões, armazéns, grandes espaços, pois até o contexto de igreja já não lhes cabe. Será que não é isto que temos preservado em nossas igrejas, em nossos cultos ultimamente? Será que isto não nos tem envaidecido ao vermos outras fazerem? Que o Senhor Todo-Poderoso nos perdoe e use de sua rica misericórdia.
Continuaremos...
Marcas de uma igreja saudável: Marca 1 - Pregação Expositiva
Mark Dever
O ponto para começar a falar sobre as marcas da igreja saudável é onde Deus começa conosco – o modo como Ele fala conosco. Foi por aí que a nossa própria saúde espiritual veio, e é por esse caminho que a saúde de nossas igrejas virá também. Especialmente importante para qualquer um que esteja na liderança de uma igreja, mas particularmente para o pastor, é um compromisso com a pregação expositiva, um dos mais antigos métodos de pregação. Trata-se da pregação cujo objetivo é expor o que é dito em uma passagem particular da Bíblia, explicando cuidadosamente seu significado e aplicando-o à congregação (veja Neemias 8:8). Existem, evidentemente, muitos outros tipos de pregação. Sermões tópicos, por exemplo, coletam tudo o que a Bíblia ensina sobre um único assunto, como a oração ou a contribuição. A pregação biográfica aborda a vida de alguém na Bíblia e retrata-a como uma demonstração da graça de Deus e como um exemplo de esperança e fidelidade. Mas a pregação expositiva é algo diferente - uma explicação e aplicação de uma porção particular da Palavra de Deus.
"(...) os pregadores cristãos de hoje têm autoridade para falar da parte de Deus somente se proclamarem as palavras dEle."
A pregação expositiva presume uma convicção na autoridade da Bíblia, mas é algo mais. Um compromisso com a pregação expositiva é um compromisso de ouvir a Palavra de Deus. Assim como os profetas do Antigo Testamento e os apóstolos do Novo Testamento não receberam apenas uma ordem para ir e falar, mas uma mensagem específica, os pregadores cristãos de hoje têm autoridade para falar da parte de Deus somente se proclamarem as palavras dEle. Assim, a autoridade do pregador expositivo começa e termina com as Escrituras. Às vezes as pessoas podem confundir pregação expositiva com o estilo de um pregador expositivo predileto, mas não é fundamentalmente uma questão de estilo. Como outros já observaram a pregação expositiva não é tanto sobre como nós dizemos o que dizemos, mas sobre como nós decidimos o que dizer. Não é marcada por uma forma particular, mas por um conteúdo bíblico.
Pode-se aceitar alegremente a autoridade da Palavra de Deus e até mesmo professar a convicção na inerrância da Bíblia; ainda assim se na prática (propositalmente ou não) alguém não prega expositivamente, nunca pregará além do que já sabe. Um pregador pode tomar um trecho das Escrituras e exortar a congregação em um tópico que é importante sem que ele realmente pregue o ponto abordado na passagem. Quando isso acontece, o pregador e a congregação só ouvem nas Escrituras o que eles já sabiam.
"Como outros já observaram a pregação expositiva não é tanto sobre como nós dizemos o que dizemos, mas sobre como nós decidimos o que dizer."
Em contrapartida, quando pregamos uma passagem das Escrituras no contexto, expositivamente - tomando o ponto da passagem como o ponto da mensagem - nós ouvimos de Deus coisas que nós não pretendíamos ouvir quando começamos. Desde a chamada inicial ao arrependimento até a área de nossas vidas em que o Espírito nos condenou recentemente, a nossa salvação inteira consiste em ouvir a Deus de modos que nós, antes de ouvi-lO, nunca teríamos adivinhado. Esta submissão extremamente prática à Palavra de Deus deve ser evidente no ministério de um pregador. Não se deixe enganar: em última instância, é responsabilidade da congregação assegurar que as coisas sejam assim (observe a responsabilidade que Jesus põe sobre a congregação em Mateus 18, ou Paulo em 2 Timóteo 4). Uma igreja jamais pode colocar como supervisor espiritual do rebanho uma pessoa que não demonstra na prática um compromisso claro em ouvir e ensinar a Palavra de Deus. Agir assim é impedir inevitavelmente o crescimento da igreja, praticamente encorajando-a a só crescer até o nível do pastor. Se assim for, a igreja será conformada lentamente à mente dele, em vez de ser conformada à mente de Deus.
O povo de Deus sempre foi criado pela Palavra de Deus. Da criação em Gênesis 1 até a chamada de Abraão em Gênesis 12, da visão do vale dos ossos secos em Ezequiel 37 até a vinda da Palavra Viva, Deus sempre criou o Seu povo através da Sua Palavra. Como Paulo escreveu aos romanos, “a fé vem pela pregação, e a pregação, pela palavra de Cristo” (10:17). Ou, como ele escreveu aos coríntios, "Visto como, na sabedoria de Deus, o mundo não o conheceu por sua própria sabedoria, aprouve a Deus salvar os que crêem pela loucura da pregação" (1 Cor. 1:21).
"Uma igreja construída sobre a música – seja qual for o estilo - é uma igreja construída sobre a areia."
A pregação expositiva sadia freqüentemente é o manancial de crescimento em uma igreja. Na experiência de Martinho Lutero, tal atenção cuidadosa para com a Palavra de Deus foi o princípio da reforma. Nós também precisamos estar comprometidos em sermos igrejas que sempre estão sendo reformadas de acordo com a Palavra de Deus.
Certa vez, quando eu estava ensinando em um seminário sobre puritanismo em uma igreja de Londres, eu mencionei que os sermões puritanos às vezes duravam duas horas. Diante disso, uma pessoa perguntou, "Quanto tempo sobrava para a adoração?" A suposição era de que ouvir a palavra de Deus pregada não constituía adoração. Eu respondi que muitos cristãos protestantes ingleses teriam considerado a possibilidade de ouvir a palavra de Deus no seu próprio idioma e de responder a ela nas suas vidas como a parte essencial da sua adoração. Se eles teriam tempo para cantar juntos seria comparativamente de pouca importância.
Nossas igrejas têm que recuperar a centralidade da Palavra na nossa adoração. Ouvir a Palavra de Deus e responder a ela pode incluir louvor e ações de graças, confissão e proclamação, e qualquer destas coisas pode vir na forma de canções, mas nenhuma delas precisa ter essa forma. Uma igreja construída sobre a música – seja qual for o estilo - é uma igreja construída sobre a areia. Pregar é o componente fundamental do pastorado. Ore por seu pastor, para que ele se dedique a estudar Bíblia rigorosa, cuidadosa e seriamente, e para que Deus o conduza na compreensão da Palavra, na aplicação dela à sua própria vida, e na aplicação dela à igreja (veja Lucas 24:27; Atos 6:4; Ef. 6:19-20). Se você é um pastor, ore por estas coisas para si mesmo. Ore também por outros que pregam e ensinam a Palavra de Deus. Finalmente, ore para que nossas igrejas assumam um compromisso de ouvir a Palavra de Deus pregada expositivamente, de forma que os rumos de cada igreja sejam crescentemente moldados pela agenda de Deus expressa nas Escrituras. O compromisso com a pregação expositiva é uma marca de uma igreja saudável.
Fonte: Extraído do site http://www.bomcaminho.com/md003.asp
Extraído do livreto disponível online: 9 Marks of a Healthy Church (Booklet)
Tradução: centurio
Fale com: mail@bomcaminho.com.
Tradução: centurio
Fale com: mail@bomcaminho.com.
Conservando o que deve ser Conservado
"Queridos nos últimos tempos temos vivido uma das maiores crises que o povo de Deus tem enfrentado. A distorção da Palavra de Deus tem levado muitas vidas há uma insujeição a pessoa de Deus. Não há reconhecimento de sua soberania, nem consciência de nossa própria realidade diante Dele, onde as Escrituras afirma que as nossas obras, são como trapos de imundícias e em nós mesmos não há bem algum. É preciso que nos levantemos contra isso, contra esses falsos mestres e preguemos fielmente a Palavra. Isto sim, deve ser conservado nos últimos dias, a fiel exposição das Sagradas Escrituras."
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- Sem. Amois
- Sou um simples servo de Deus. Sou casado, tenho uma maravilhosa esposa e uma linda filha. São bênçãos do Senhor pra mim. Estou cursando o Seminário Teológico Evangélico Congregacional - STEC de CG/PB. Atuo na Congregação da IEC de Macaparana - PE em Natuba - PB como Ministro de Louvor e líder do grupo de jovens pela misericórdia de Deus. outro e-mail para contato. amoisalves@hotmail.com
